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Sesc Avenida Paulista promove cursos e bate-papos on-line sobre videoclipes

05.11.2021

Gabi Jacob diretora premiada de videoclipes ministra o curso Som no Lab.
Gabi Jacob diretora premiada de videoclipes ministra o curso Som no Lab.

Você é da geração MTV? Passa horas assistindo a clipes no youtube? Quer saber mais sobre a história desse gênero audiovisual?

Sesc Avenida Paulista apresenta o projeto “A Relevância dos Videoclipes [desde seus primórdios até até sua reinvenção na internet]”, que reflete sobre a história do formato videoclipe, aborda as especificidades da linguagem e seus formatos de produção e difusão e sua influência na produção cultural ao longo das últimas décadas.

Profissionais da área debatem e ministram cursos

Com curadoria de Duda Leite, “A Relevância dos Videoclipes” acontece de 10 de novembro a 18 de dezembro, com um curso teórico ministrado por Leite, “A(s) História(s) dos Videoclipes”; um curso prático, “Som no Lab (Videolcipes)”, com Gabi Jacob e participação de Arthur Nogueira; e um ciclo de bate-papos com participação de Criolo, Giovanni Bianco, Jup do Bairro e Zeca Camargo.

Atividades online e gratuitas. Inscrições a partir de terça, 9/11, 14h.

Cursos

A(s) História(s) dos Videoclipes

Duda Leite

16 a 25/11, terças e quintas, das 19h às 21h30. Com Duda Leite. 

O curso faz apanhado da produção dos chamados videoclipes, desde os tempos dos Scopitones (jukeboxes que exibiam performances musicais), até as mais modernas tecnologias de VR (realidade virtual) e XR (realidade expandida), passando pelo impacto que o surgimento da MTV teve na história da linguagem audiovisual. Ao longo das aulas são exibidos e analisados trabalhos de artistas como Madonna, Michael Jackson, David Bowie, Prince, Björk, Daft Punk, além dos brasileiros Marina Lima, Marisa Monte, Sepultura, e dos clássicos clipes do Fantástico, que eram exibidos no programa semanal da Rede Globo. O curso aborda o trabalho de diretores que ajudaram a desenvolver a linguagem dos videoclipes, como Mick Rock, Michel Gondry, Spike Jonze, Andrucha Waddington, Kátia Lund, Gringo Cardia, dentre outros, reforçando a influência do formato para a linguagem audiovisual e cultura em geral. Pela Plataforma Microsoft Teams.

Som No Lab (Videoclipes)

Arthur Nogueira e Gabi Jacob

20/11 a 18/12, sábados das 10h às 13h. Com Gabi Jacob. Participação de Arthur Nogueira.

Edição especial do “Som No Lab”, no contexto do ciclo de programação A Relevância dos Videoclipes, o curso aborda o processo de criação de um videoclipe passando pelas áreas de direção, produção, fotografia e edição. Ao final das aulas teóricas, os participantes são convidados a trabalhar com material do artista Arthur Nogueira para a produção de um videoclipe a ser realizado remotamente, colocando em prática todos os processos abordados no curso, da pré-produção à finalização. Com o objetivo de discutir a relação entre música e audiovisual, o curso apresenta ferramentas de criação e propõe exercícios sobre como criar, dirigir e produzir um videoclipe a partir da melodia. Pela Plataforma Zoom.

Som no Lab ocorre no Espaço de Tecnologias e Artes do Sesc Avenida Paulista, desde 2019, e propõe aos seus participantes uma imersão no campo da produção musical e audiovisual, abordando técnicas, ferramentas e outros recursos relacionados à gravação, mixagem, pós-produção e criação de materiais audiovisuais para que o participante tenha um primeiro contato real com o trabalho mais técnico com a música.

Inscrições a partir de 9/11, pelo link bit.ly/SomlabInscricoes


Ciclo de conversas

Ao vivo no YouTube do Sesc Avenida Paulista. Sempre às quartas, 20h.

17/11 – A origem da MTV e sua influência na Cultura Pop

Com Zeca Camargo e Zico Goes. Mediação de Duda Leite.

Desde sua estreia no Brasil, ocorrida no dia 20 de outubro de 1990, com a exibição do videoclipe para o remix de “Garota de Ipanema” na versão cool de Marina Lima, a MTV Brasil já mostrou logo ao que veio: foi o primeiro canal dedicado exclusivamente ao público jovem, com uma programação voltada majoritariamente à música. A MTV causou uma revolução nas ondas de UHF: os videoclipes combinados com suas vinhetas delirantes criavam um ambiente surrealista e pós-moderno que rompia com a tradição de como era feita a TV até então. Seus VJs, entre eles Astrid Fontenelle, Thunderbird, Cuca Lazzarotto, Gastão Moreira e Zeca Camargo se tornaram os primeiros influenciadores, antes mesmo do conceito existir. Música, moda, comportamento, tudo era tratado de uma forma bastante aberta e com altas doses de irreverência. Neste bate-papo, serão tratados temas como a origem da MTV no Brasil e nos Estados Unidos, a importância que os videoclipes tiveram na programação do canal e a influência do “estilo MTV” que segue viva até os dias de hoje. 

24/11 – A direção nos Videoclipes: da estética clássica até os caminhos futuros

Com Criolo, Tino Monetti e Maurício Eça. Mediação de Lorena Calábria.

Como funciona a relação criativa entre um artista e um diretor? De onde vêm as ideias para a criação de um videoclipe? Quais os processos para transformar algo tão abstrato e etéreo como uma canção, em imagens? Esses e outros temas serão tratadas nesse bate-papo, que abordará também a evolução da estética clássica dos videoclipes produzidos durante os anos 1990 até as mais modernas tecnologias que são utilizadas atualmente por artistas e diretores para driblar as dificuldades de seguir produzindo videoclipes no contexto da pandemia de COVID-19. 

Obs.: Infelizmente, Denis Cisma não poderá mais participar da mesa por questões pessoais.

1/12 – A Reinvenção dos Videoclipes na Era Digital

Rodrigo Carneiro, Lia Vissotto, Giovanni Bianco e Jup Do Bairro

Com Giovanni Bianco, Jup Do Bairro e Lia Vissotto. Mediação de Rodrigo Carneiro.

Na metade da década de 2000, a MTV decretou “a morte dos videoclipes” na grade da sua programação. Porém, em meados dos anos 2000 com o surgimento do YouTube, os videoclipes encontram um espaço ideal para sua proliferação exponencial. A revolução de poder assistir a um videoclipe a qualquer momento, por meio de qualquer dispositivo móvel, popularizou artistas surgidos na era digital como OK Go, Lady Gaga, o sul-coreano Psi, entre muitos outros. Atualmente os videoclipes são parte fundamental da estratégia de lançamento de artistas da música. A revolução dos videoclipes não será televisionada, será transmitida pela internet.

8/12 – O Empoderamento e a Visibilidade da comunidade LGBTQIA+ através dos videoclipes

Juh Almeida, Filipe Catto, Rico Dalasam e André Fisher.

Com Filipe Catto, Juh Almeida e Rico Dalasam. Mediação de André Fisher.

Desde que David Bowie declarou sua bissexualidade no início dos anos 1970, a música pop foi um amplo espaço de visibilidade e identificação para os membros da comunidade LGBTQIA+. No Brasil, o precursor desse movimento foi o cantor Ney Matogrosso, com o grupo Secos & Molhados. A esfuziante cena queer musical contemporânea está produzindo alguns dos videoclipes mais revolucionários da atualidade. Artistas como Rico Dalasam, Jup do Bairro, Pablo, Gloria Groove, são exemplos de criatividade, talento e militância. O bate-papo abordará as características dessa revolução comportamental, apesar das frustradas tentativas de minimizar a importância dessa comunidade, e como as pessoas LGBTQIA+ ganharam um espaço de empoderamento no ambiente multicolorido e criativo dos videoclipes.

Minibios

Gabi Jacob dirigiu seu primeiro videoclipe em 2011 e desde então iniciou um grande vínculo com projetos musicais. Já trabalhou com artistas como Emicida, Rael, Black Alien, Pablo Vittar, Xenia França, Francisco el Hombre, Aíla, Aláfia, Rodrigo Ogi, Kamau, entre outros. Em 2019 foi a vencedora do Prêmio de Melhor Diretora de Videoclipe pelo WME Awards e em 2017 teve dois de seus videoclipes concorrendo ao prêmio de Melhor Videoclipe no Festival Internacional de Brasília. Canal de youtube. | Vimeo

Cantor, compositor e produtor musical, Arthur Nogueira lançou cinco álbuns próprios, entre eles “Rei Ninguém” (2017) e “Sem Medo Nem Esperança”(2015), e criou composições para grandes vozes da música brasileira – ele assina, por exemplo, a produção dos álbuns “Humana” (2019), de Fafá de Belém, e “Só” (2020), de Adriana Calcanhotto. Canal de youtube.

Duda Leite é jornalista, cineasta e curador. Formado em Cinema pela FAAP, Duda Leite sempre esteve ligado ao audiovisual. Trabalhou como produtor executivo, roteirista e diretor em canais como Eurochannel, HBO, VH1 e Discovery. Pelo Eurochannel, Duda cobriu os principais Festivais de Cinema do mundo, entre eles Cannes, Berlim e Veneza. Como jornalista, colaborou com revistas como Vogue, Playboy e Bravo. Desde 2012, Duda é curador do Music Video Festival, o maior Festival dedicado aos videoclipes no Brasil, que acontece anualmente no MIS. Em 2019, Duda fez a curadoria nacional da exposição Musicais no Cinema, no MIS em São Paulo. Desde 2019 ministra os cursos As Histórias dos Videoclipes e As Histórias dos Videoclipes Queer em instituições como o MIS, o Sesc e o B_arco. 

Zeca Camargo foi correspondente internacional em Nova York e um dos criadores da MTV Brasil. Passou pela TV Cultura, pela Editora Abril e foi repórter e apresentador do programa Fantástico, da TV Globo, durante 18 anos. Entre seus livros, estão “A Fantástica Volta ao Mundo”, “1000 Lugares Fantásticos no Brasil”, “Isso Aqui é Seu, A volta ao mundo por Patrimônios da Humanidade” e “Elza”, biografia da cantora Elza Soares. Atualmente, Zeca é colunista de Turismo no jornal Folha de São Paulo e diretor artístico na TV Bandeirantes.

Zico Goes foi diretor de conteúdo da MTV Brasil, gerente de programação e conteúdo do canal GNT, diretor de núcleo na Conspiração Filmes e Vice-Presidente de Desenvolvimento e Conteúdo da FOX, atualmente é diretor de Desenvolvimento na Disney/Star+.

Tino Monetti é jornalista, produtor cultural, criador de conteúdos, programador de cinema e diretor criativo e de comunicação. Coordenador de produção e consultor de programação de eventos cinematográficos como Traffic Festival, D.Sex Argentina, BAFICI Rosário, Prêmio Félix (Festival do Rio), Mix Brasil, Mostra de SP, CineKink NYC e Pornfilmfestival Berlin, Tino também atuou como diretor de comunicação e produtor de Caetano Veloso (e do projeto de 50 anos de carreira em parceria com Gilberto Gil), Teresa Cristina, Baby do Brasil, Vanessa da Mata, Dônica, entre outros artistas da música brasileira. Em 2016, Tino abre a agência criativa Codex Uqbar e começa a trabalhar como diretor criativo de Criolo e desde então tem assinado a comunicação de seus projetos como Espiral de Ilusão, Boca de Lobo (indicada como clipe ao Grammy Latino 2019), Etérea (no qual também dirige o documentário de making of), Existe Amor (em parceria com Milton Nascimento), Sistema Obtuso (com Tropkillaz) e o show em virtual production Criolo XR.  

Criolo é MC, cantor e compositor e iniciou sua carreira ao escrever seu primeiro rap aos 11 anos, sendo hoje um dos maiores nomes da cena musical brasileira. Em janeiro, celebrando o aniversário de São Paulo, apresentou um show em realidade estendida (XR) em seu canal na Twitch. Em junho lançou o clipe de “Fellini”, single lançado em 2020, em tecnologia 3D e com referências ao diretor de cinema italiano. O cantor foi uma das atrações da edição on-line da GameXP, que aconteceu em agosto. Entre setembro e outubro, Criolo se apresentou no Global Citizen Live in Rio e lançou o single “Cleane”, em homenagem a todas as vítimas do COVID-19 em todo mundo.

Maurício Eça é diretor de comerciais e videoclipes, além de diversos longa metragens, documentários e series de tv. Finalista e vencedor de diversos prêmios, com destaque para os diversos recebidos pelo videoclipe “Diário de um Detento”, dos Racionais Mc’s; e o de Melhor Diretor no Amsterdam Film Festival para o seu longa-metragem de estreia, “Apneia”. Assina os filmes “A Menina Que Matou Os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais”, ambos lançados pela Amazon Prime Video; “Barraco De Familia” (2021), “A Garota Invisível” (2020) e “O Troco” (2018).

Lorena Calábria é jornalista especializada em Cultura. Apresentou os programas Domingo Espetacular, na TV Record; Metrópolis, na TV Cultura; Dia Dia, na TV Bandeirantes; Clip Clip, da TV Globo; entre outros. É autora do livro Chico Science & Nação Zumbi – Da lama ao Caos (editora Cobogó, 2019). Atualmente, dedica-se a La Strada, sua produtora de audiovisual, escreve para a revista @resenhasmiudas, apresenta e roteiriza entrevistas sobre música brasileira no seu canal no YouTube, e é editora de conteúdo do selo musical Três Selos. 

Giovanni Bianco iniciou o trabalho como diretor de arte em 1994 e, desde 2001, opera à frente da GB65 a partir da intersecção entre moda, arte, design e entretenimento. Cria campanhas, direção criativa, identidade visual, branding, packaging e web design para grandes marcas de moda nacionais e internacionais, como Arezzo, Miu Miu e Versace, além de colaborar com nomes de peso do entretenimento como Madonna e Anitta. 

Multiartista, Jup do Bairro integrou por  cerca de  três  anos a banda  de Linn da Quebrada, como sua parceira musical e performer, colaborando na criação do álbum Pajubá (2017). Simultanea-mente, criou o projeto BAD DO BAIRRO, ao lado da produtora musical e DJ  BADSISTA, que assinou a produção musical do EP CORPO SEM JUÍZO, divulgado por Jup em 2020. Trabalho de estreia da carreira solo da cantora, o EP rendeu para Jup os prêmios  Multishow e APCA na categoria de Revelação do Ano no mesmo ano. Na  televisão, Jup estreou em 2019 no Canal Brasil, onde conduz com Linn da Quebrada o programa de entrevistas TransMissão.

Lia Vissotto é sócia-fundadora da produtora Cinnamon, desde 2002. Antes de empreender, trabalhou em empresas como Columbia Pictures do Brasil, Cartão Unibanco, Super 11.net e America Online. Já foi responsável pela criação e produção de variados projetos culturais, incluindo URBE Mostra de Arte Pública, CCBB Música.Performance, Music Video Festival e a exposição Björk Digital.

Rodrigo Carneiro é jornalista e músico. Escreveu para os jornais O Estado de S.Paulo, Folha de S. Paulo e Valor Econômico; e para as revistas Bravo!, Rolling Stone Brasil, Alfa, Brasileiros, entre outras. Assina textos publicados nos livros Zappa, detritos cósmicos (Editora Conrad), de Fabio Massari, e Discoteca básica, 100 personalidades e seus 10 discos favoritos (Edições Ideal), de Zé Antonio Algodoal. Foi editor-chefe e apresentador do site Showlivre.com, além de curador da área de música para instituições culturais. Assina a pesquisa, as entrevistas e a consultoria do DVD O Fim do Mundo, Enfim, 30 anos do festival punk ‘O Começo do Fim do Mundo’, do Selo SESC. É cantor e letrista da banda Mickey Junkies.

Filipe Catto é cantora, instrumentista, compositora, ilustradora e designer brasileira. Já dividiu o palco com outros grandes artistas nacionais, como Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Vanessa da Matta, Toquinho, Daniela Mercury, Zélia Duncan, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Dzi Croquettes, entre outros. Suas canções são conhecidas por constarem em trilhas sonoras de sucesso, como “Saga” (trilha da novela Cordel Encantado), “Quem É Você” (trilha da novela Sangue Bom), “Adoração” (trilha da novela Saramandaia) e “Flor da Idade” (trilha da novela Jóia Rara).

Juh Almeida, mulher, negra e nordestina. Realizadora audiovisual, cineasta e fotógrafa. Pesquisa cinema negro e descoloniza as telas. Expressa através do seu olhar de forma documental, experimental e poética, vivências, narrativas negras, afrodiaspóricas e LGBTQIA+ mesclando assim vida e obra.

Desafiando a noção de normalidade na música e nas questões de gênero, Rico Dalasam lançou em 2015, seu primeiro trabalho, o EP Modo Diverso, reunindo seis músicas autorais que narram suas experiências de vida enquanto jovem, negro e gay, morador da periferia da Grande São Paulo. Rico percorreu um longo caminho, construindo novas narrativas até lançar seu primeiro álbum Orgunga, onde conta seus melhores orgulhos. Lançou em julho de 2017 um novo EP, Balanga Raba, e escolheu a faixa Fogo em Mim para um clipe, que alcançou mais de 2 milhões de visualizações. No final de 2020, em comemoração aos 5 anos de lançamento de Modo Diverso, Em 2021, lançou seu segundo álbum Dolores DalaGuardião do Alívio.

André Fisher é criador e diretor do Festival MixBrasil e coordenador do Centro Cultural da Diversidade de São Paulo. Colaborador de publicações nacionais e internacionais direcionadas ao público LGBTQIA+, tem sete livros publicados incluindo Manual Ampliado de Linguagem inclusiva (2021). Palestrante e consultor sobre assuntos ligados à temática da Diversidade e Comunicação Inclusiva, foi General Manager da Hornet Networks LatAm, editor e publisher do portal e editora MixBrasil, apresentador e roteirista no Canal Brasil, âncora do CBN MixBrasil, colunista do MTV Notícias e da Folha de S. Paulo. 

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