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Sesc fabricou mais de 13 mil protetores faciais para doação em 2020

21.12.2020

De abril a dezembro de 2020, mais de 350 entidades no estado de São Paulo, entre hospitais, secretarias municipais de saúde, instituições sociais e instituições parceiras do programa Mesa Brasil, foram atendidas com doações de protetores faciais fabricados a partir da infraestrutura dos Espaços de Tecnologias e Artes de unidades do Sesc

No dia 18 de dezembro, foi concluída a segunda fase do projeto de Fabricação Digital de Protetores Faciais para Doação, estabelecido pelo Sesc São Paulo logo no início da pandemia no país, quando a demanda por Equipamentos de Proteção Individual no mercado teve um incremento significativo e, em alguns casos – como ocorreu com protetores faciais –, tais EPIs chegaram a ficar em falta.

Naquele momento, um grupo de trabalho formado por profissionais das áreas da Saúde e de Tecnologias e Artes do Sesc avaliou protótipos (de código aberto) de protetores faciais fabricados então por iniciativas da cena maker no país. A análise foi balizada por aspectos como: tempo de fabricação com os recursos disponíveis nos Espaços de Tecnologias e Artes (ETAs) – ambientes normalmente voltados à oferta de cursos e oficinas para público do Sesc –, ergonomia e uso/aprovação de profissionais e instituições brasileiras da área da saúde.

Polo de produção no ETA do Sesc Avenida Paulista, que esteve em operação de abril a agosto de 2020 | Foto: Matheus José Maria

Dois modelos foram selecionados para fabricação digital: um chamado Viva SUS (desenvolvido pelo grupo Makers Contra a Covid-19), composto por uma testeira produzida a partir de impressão 3D e uma viseira de plástico PETG cortada em máquina de corte a laser; e um outro modelo (criado pela startup Me Viro e compartilhado pelo Projeto Arrastão) constituído basicamente por partes de plástico PETG cortadas em máquina de corte a laser.

Ainda em abril, o ETA do Sesc Avenida Paulista tornou-se o polo de produção do projeto, concentrando equipamentos dos ETAs de diferentes unidades, além do trabalho de diversos profissionais educadores de tecnologias e artes do Sesc, trabalhando presencialmente, em escala, para evitar aglomerações e poder manter o distanciamento adequado no espaço.

Essa primeira etapa do projeto, concluída no dia 15 de agosto, foi responsável pela produção de cerca de 8 mil protetores faciais, sendo pouco mais de 2 mil no modelo Viva SUS – mais demorado de ser fabricado, pelo emprego da impressão 3D – e o restante no modelo feito apenas a partir da máquina de corte a laser. Até ali, mais de 5 mil unidades chegaram a 105 entidades em municípios do estado de São Paulo, a partir de mapeamento feito pelas unidades do Sesc em seus entornos. E pouco mais de 2 mil protetores foram distribuídos a funcionários da própria instituição, como os profissionais dos centros odontológicos e de outras equipes que têm desenvolvido trabalho in loco.


No dia 1º de setembro, a segunda etapa do projeto teve início no espaço das Oficinas do Sesc 24 de Maio. A produção, então, restringiu-se à fabricação de protetores faciais feitos essencialmente a partir do uso de máquinas de corte a laser. Esse modelo, mais simples e de fabricação muito mais ágil – sem o uso de impressoras 3D –, procurou atender a demanda de instituições sociais e entidades parceiras do programa Mesa Brasil.

Polo de produção no espaço das Oficinas do Sesc 24 de Maio, operando com duas máquinas de corte a laser, de setembro a dezembro de 2020 | Foto: Danny Abensur

Nessa segunda etapa, concluída no último dia 18 de dezembro, foram fabricados mais 8 mil protetores faciais. O projeto como um todo, portanto, foi responsável, este ano, pela fabricação de 16 mil protetores. Mais de 13 mil unidades foram doadas a 350 entidades mapeadas pelo Sesc e quase 3 mil unidades foram distribuídas internamente.

Tatiane Colevati, educadora de tecnologias e artes do Sesc 24 de Maio, utilizando um protetor facial fabricado pela equipe – da qual ela faz parte – do polo de produção na unidade | Foto: Danny Abensur

Além de contribuir com os esforços do poder público, das instituições e da sociedade no combate à COVID-19 durante o ano de 2020, esse projeto de Fabricação Digital de Protetores Faciais para Doação do Sesc São Paulo procurou estimular também a pesquisa da equipe de educadores dos Espaços de Tecnologias e Artes das unidades sobre novas formas de aplicação tanto da fabricação digital como de uma ação educativa mais ampla.

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