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Tempos de Folhetim

12.08.2020

Folhetim, experimento literário do Sesc Pompeia em tempos de quarentena
Folhetim, experimento literário do Sesc Pompeia em tempos de quarentena

Experimento literário do Sesc Pompeia convida escritores a criarem narrativas inéditas durante a quarentena. Quem abre o projeto é Ricardo Terto, com “Coisas que Viram Fumaça”. 
Acesse aqui a página oficial do Folhetim! 

Houve um tempo em que a literatura ocupava os jornais. Um tempo em que a arte ganhou as páginas dos periódicos. Em que as narrativas em prosa e poesia se organizavam de forma ritmada e as leituras eram rápidas. Nas linhas publicadas, histórias marcadas por dramas cotidianos, terror e comédia, com finais nem sempre felizes. Tempos de Folhetim. 

Mas o tempo também pode ser agora. Ele se reinventa. Carrega a essência e a potência das narrativas que vieram antes, com a vivência e o pulsar de hoje, mas sempre com olhar para o futuro. E são eles, os escritores, que nos trazem a coragem de querer conhecer as histórias de uma vida. 

Na perspectiva de fazer com que o saber literário se faça presente no dia a dia do seu público, o Sesc Pompeia convida escritores brasileiros para, a partir de seus olhares, produzirem textos inéditos. O projeto, que recebe o nome de Folhetim, convida para uma viagem de narrativas em prosa, divididas em seis episódios, disponíveis semanalmente pela internet. Para além de uma viagem da escrita, o projeto traz também ilustrações originais, pensadas para cada episódio da história. 

Quem abre a expedição literária é o escritor, redator e roteirista Ricardo Terto, com o experimento literário Coisas que viram Fumaça. O primeiro episódio da série fica disponível a partir desta quarta, dia 29 de julho, no perfil do Sesc Pompeia na plataforma Medium. Ricardo tem 35 anos, é autor de Marmitas Frias (crônicas / Lamparina Luminosa, 2017), Os Dias Antes de Nenhum (contos / Patuá, 2019) e vai lançar um ensaio sobre internet e pandemia para a coleção 2020 da editora Todavia.  

Fiquei muito feliz com o convite porque este formato de folhetim é realmente um parque de diversões para quem trabalha com ficção. Acredito que o projeto, de certa forma, é uma ligação entre a linguagem digital e os formatos clássicos dos antigos folhetins. É uma forma muito bacana de apresentar a profusão de estilos literários, escritores e ilustradores“, diz Ricardo Terto.

Ilustração de Oga Mendonça

As ilustrações de Coisas que viram Fumaça ficam sob olhar de Oga Mendonça. O designer gráfico e multimídia produziu ilustrações para revistas como Época São Paulo e Marie Claire, além de ter atuado como diretor de documentários e clipes musicais.   

Sempre é tempo de Folhetim. Toda semana, você acompanha um novo episódio dessa história. Acesse a página do Folhetim para saber mais!

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